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As pinturas digitais do artista sueco Simon Stalenhag são inspiradas na paisagem suburbana de Estocolmo e influenciadas pelos filmes de ficção científica que ele assistiu quando era um adolescente durante a década de 1980. Simon começou a pintar com guache e outras tintas solúveis em água e quando passou seus quadros para o meio digital (utilizando o Wacom Tablet) decidiu que queria continuar representando aquela técnica. É por isso que suas pinturas parecem tão naturais e clássicas e suas paisagens seguem a linha de seus conterrâneos mais tradicionais, como Gunnar Brusewitz e Lars Jonsson. Por outro lado, vemos crianças, adolescentes e famílias do subúrbio convivendo em harmonia com máquinas, robôs e até dinossauros.

Primeiro o ilustrador deu início a um novo universo postando suas criações no Tumblr e depois escreveu uma história, unindo todos os seus trabalhos e embasando futuras ilustrações. Traduzido da página oficial de Simon, a história envolve a Suécia e um acelerador de partículas (lembra alguma coisa?):

“Em 1950, o governo sueco financiou a construção de um enorme acelerador de partículas. Coube a empresa estatal RIKSENERGI o desenvolvimento deste majestoso projeto. Em 1969, a Sede de Pesquisa em Energia Física, ficou pronta, localizada muito abaixo da calma e interiorana cidade de Mälaröarna. Não demorou muito tempo para a população local apelidar a operação de THE LOOP [trocadilho com a palavra ‘fiação’, em inglês].

Desde a inauguração até o encerramento do projeto em 1994, The Loop era o maior acelerador do mundo. Milhares de pessoas compunham a equipe entre cientistas, engenheiros e equipe de manutenção; todos trabalharam para a Riksenergi durante todos esses anos e transformaram em realidade avanços científicos impressionantes. Mas o poder do Gravitron, o coração do acelerador, se mostrou incontrolável. Os efeitos colaterais do projeto são dramáticos. Acontecimentos estranhos e rumores bizarros começaram a permear a imagem científica do The Loop.

Vivendo na sombra de máquinas estranhas que agora compõem a rotina no campo, a vida continua normal. As crianças de Mälaröarna cresceram acreditando estar acima da maravilha tecnológica promovida pelo The Loop, mas para elas isso era só um detalhe de suas vidas comuns. Pelo menos até que monstros estranhos de tempos remotos começaram a aparecer.”

Neste ano o pintor conseguiu coletar arrecadações pelo Kickstarter para financiar a impressão de dois livros com suas melhores ilustrações. O primeiro, chamado “Tales From The Loop”, será lançado ainda esse mês e o segundo, “Swedish Machines, Lonely Places”, está previsto para 2016. Ambos serão impressos em inglês e ainda não há previsão para edições em outras línguas.

Confira algumas ilustrações em nossa galeria:

Sobre Isabella Furtado

Formada em Produção Editorial e grafiteira das paredes de seu próprio quarto nas horas vagas. Descobriu a ficção científica quando tinha 12 anos e desde então, não conseguiu mais largar.

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