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Nem imaginação, nem precisão. Conheça alguns momentos em que a ficção e a ciência se cruzaram no mundo real.

  • Quando Carl Sagan conheceu Jill Tarter

No livro Contato de Carl Sagan (1985), somos apresentados à jovem cientista Elleanor Arroway (interpretada por Jodie Foster no filme homônimo). Ellie é, na verdade, a astrônoma americana Jill Tarter. Aposentada desde 2012, Jill trabalhou em pesquisas científicas de extrema importância que buscam vida alienígena, como, por exemplo, o SERENDIP.

SERENDIP é a abreviação de Search For Extraterrestrial Radio Emissions from Nearby Developed Intelligent Populations (Busca por Transmissões de Rádio Extraterrestre vindas de Populações Próximas Inteligentes e Desenvolvidas). Uma brincadeira com a palavra “serendipidade”, que significa descobrir coisas nunca antes imaginadas, de maneira aleatória ou por coincidência. A cientista procurava por sinais de rádio originados fora da Terra, em uma frequência que não é natural no nosso planeta.

Jill Tarter

Jill Tarter

Jodie Foster como Elleanor Arroway, no filme Contato

Jodie Foster como Elleanor Arroway, no filme Contato

 

  • Quando H. G. Wells nos fez acreditar que Marte já havia abrigado uma civilização

H.G. Wells inspirou-se nas observações telescópicas de Percival Lowell para descrever Marte numa de suas histórias: A Guerra dos Mundos. Hoje sabemos que os estudos de Lowell foram um equívoco (bem grande, que deixou muita gente boquiaberta), mas na época sua teoria levou algumas pessoas a acreditarem que existia uma civilização em Marte prestes a acabar. Ao observar o planeta, o cientista percebeu que haviam áreas mais escuras (que abrigariam oceanos) e áreas mais claras (locais mais secos e altos). Ambas estas áreas eram trespassadas por linhas que, segundo ele, eram canais de passagem de água. Ainda segundo o estudo, a água de Marte estava acabando e a civilização marciana prestes a desaparecer. Estes canais serviam para levar água às cidades mais excluídas e de difícil acesso.

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“[…] O esfriamento secular que algum dia atingirá nosso planeta já está bastante avançado no nosso vizinho. Suas condições físicas ainda constituem um vasto mistério; mas agora já sabemos que, mesmo em sua região equatorial, a temperatura ao meio-dia mal atinge a de nossos mais frios invernos. Seu ar é mais tênue que o nosso, seus oceanos se encolheram até cobrir apenas um terço de sua superfície e, no curso de suas lentas estações, amplas calotas geladas se condensam e derretem em cada um dos polos, inundando periodicamente suas regiões temperadas. Esse supremo estado de exaustão, que para nós ainda é incrivelmente longínquo, se tornou para os habitantes de Marte um problema vital. A pressão imediata da necessidade avivou suas inteligências, desenvolveu suas faculdades e endureceu-lhes os corações.”
[A Guerra dos Mundos (1898), H.G. Wells. Editora Nova Alexandria, SP, 2000]

  •  Quando Steven Spielberg ajudou os ETs da mesma maneira que eles o ajudaram

Como ainda não conseguimos viajar longas distâncias pelo espaço, se quisermos determinar onde existe vida fora da Terra, dependemos de duas opções: na primeira, um alienígena pode finalmente decidir nos fazer uma visita. Na segunda, sondamos o céu e o universo atrás de um sinal de rádio enviado por possíveis sociedades inteligentes, capazes de produzir esse tipo de tecnologia. Mesmo parecendo mais complexa, a segunda opção foi aderida por cientistas do mundo todo, que analisam transmissões de rádio artificiais originadas fora da Terra. Desde o início das pesquisas com essa finalidade, nos anos 1970, foram encontrados pouquíssimos sinais e não se pode afirmar que com certeza são de procedência extraterrestre.

Durante o final dos anos de 1980 e o começo de 1990, o META (Megachannel Extraterrestrial Assay, ou Análise dos Megacanais Extraterrestres) era um dos maiores centros de pesquisa deste assunto, chegando a monitorar simultaneamente até 8 milhões de canais. Na época, projetos relacionados à busca de vida inteligente fora da Terra eram considerados piada pelos políticos, que se recusavam a financiar essas pesquisas com dinheiro público, forçando vários grupos de pesquisadores a captarem patrocínio privado. Durante muitos anos, projetos científicos dependeram de empresas de tecnologia e personalidades interessadas na proposta para continuarem operando. Foi assim que o META recebeu um cheque com muitos zeros de Steven Spielberg e conseguiu ficar na ativa por muito tempo.

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Atualmente, a SETI (Search for Extraterrestrial Intelligente, ou Busca por Inteligência Extraterrestre) é o centro de pesquisa mais avançado que temos sobre o assunto. Depois de analisar mais de 800 estrelas, eles perceberam que poderiam trabalhar muito mais rápido se 100 mil computadores operassem juntos no processamento de dados. Para isso a Universidade da Califórnia em Berkeley desenvolveu um software que, uma vez instalado, processa os dados da pesquisa no tempo ocioso do seu computador. Para baixa-lo, é só clicar no SETI@HOME. Atualmente, mais de 5 milhões de computadores no mundo todo ajudam o trabalho da SETI.

 

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