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Na Antimatéria #42, Roberto Causo cita em seu artigo diversos autores nacionais de ficção científica. Se você ainda não está familiarizado com os nomes, conheça-os e veja as indicações de leitura da nossa equipe.

  • André Carneiro (Atibaia, 1922/Curitiba, 2014)

Mini biografia: além de ser considerado uma das figuras mais importantes da ficção científica brasileira – por incentivar, divulgar e defender o gênero e seus autores – André Carneiro também foi artista plástico, poeta, crítico literário e cineasta.

Antimatéria indica: Amorquia (1991)

“O homem já foi ameba, líquen, planta marítima. Pele tocando pele é contato por onde as correntes passam. O homem necessita de reuniões coletivas, de contato físico, da proximidade de outros seres. O medo desaparece na proporção em que é repartido coletivamente.”

  • André Vianco (Osasco, 1976)

Mini biografia: um dos nomes contemporâneos mais conhecidos da literatura de ficção científica, fantasia e horror, André Vianco é um “especialista” em histórias vampirescas. Começou sua carreira financiando o livro “Os Sete” com seu FGTS e atualmente é publicado pela editora Rocco.

Antimatéria Indica: Sementes no Gelo

“Tânio, a gente já viu muita coisa nessa vida, não é mesmo? E nesta cidade aqui não falta acontecer mais nada. Neve caindo do nada, gente que vê vampiros. Osasco sempre foi recheada de histórias sem pé nem cabeça, mas vou te dizer, isso aqui tá me cheirando que entraremos na pior delas, camarada. Tô até com vergonha de chamar os meus moleques para investigar. Vão me chamar de gagá, já me chamam de velho toda hora! Se conto para eles que estou desconfiado de um bando de crianças alienígenas…”

  • Eduardo Spohr (Rio de Janeiro, 1976)

Mini biografia: comandante de vários projetos independentes como os blogs Filosofia Nerd e Hyperfantasia, participante do Nerdcast (podcast do blog Jovem Nerd), jornalista, professor universitário e escritor, Eduardo Spohr utiliza influencias da religião católica e seus antagônicos científicos ao escrever seus romances.

Antimatéria Indica: A Batalha do Apocalipse (Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo)

Para Shamira, aquele discurso era um delírio abismal. Qualquer um que conhecesse o mínimo sobre os reinos espirituais sabia que o paraíso celeste não estava acimadas nuvens ou da atmosfera, mas em outra dimensão, além dos planos astral e etéreo, e só era acessado por raros portais, vigiados por criaturas incríveis. Não importava quanto subissem – jamais chegariam ao céu que pretendiam. A motivação de toda uma civilização, ela reparou, evidenciava a ignorância de seu soberano – ou a esperteza de quem o controlava.”

  • Raphael Draccon (Rio de Janeiro, 1981)

Mini biografia: autor e editor de literatura fantástica, suspense e de histórias sobrenaturais, podcaster do RapaduraCast e blogueiro no Sedentário & Hiperativo. Ganhou grande destaque literário com a trilogia Dragões do Éter.

Antimatéria Indica: Corações de Neve

“Porque metade da vida de um ser humano envolve sobreviver ao mundo. A outra metade envolve descobrir um significado para sua existência. Para o primeiro, existe o trabalho, o instinto e a evolução natural. Para o segundo, existe o amor, a fé. E o sonho.”

  • Cristina Lasaitis (São Paulo, 1983)

cristina-lasaitisMini biografia: Uma das mais jovens vozes femininas da ficção científica brasileira, Cristina Lasaitis também é formada em biomedicina. Além de escrever romances e contos do gênero, mantém o blog Anatomia da Vertigem, com considerações sobre literatura, sua vida de autora, pesquisadora acadêmica e estudiosa do mercado editorial.

Antimatéria Indica: O Auto das Normas Divinas (e das coisas que não se deve questionar em vão) – (conto)

“[…] os passos de D. José Sardoso Cobrinho já prepararam o terreno para a sua chegada. Você está tentando encará-lo nos olhos? Pois eu aviso: não o faça! Os olhos dele irradiam labaredas, mas dizem ser tão frios que por onde ele olha neva e nem o calor infernal de Olinda é capaz de aplacar os arrepios” 

 

  • Luiz Bras (Guaíra, 1966)Luiz-Bras-por-Tereza-Yamashita-2

Mini biografia: Luiz Bras é, na verdade, o pseudônimo de Nelson de Oliveira. É autor de ficção científica, literatura infantil e juvenil. Mantém a coluna mensal Ruído Branco no jornal curitibano Rascunho.

Antimatéria Indica: Paraíso Líquido

“Num lugar e numa época em que fumar em público não era proibido, apenas socialmente indesejado – vício nojento, comentavam – ela manipulava com delicadeza um nápoles, importado. Eu, um vulgar primavera. Além da certeza de que ela ia mesmo se matar na minha frente, essa sensação de uma conexão pelo tabaco era o que atrasava o meu embarque.”

Sobre Isabella Furtado

Formada em Produção Editorial e grafiteira das paredes de seu próprio quarto nas horas vagas. Descobriu a ficção científica quando tinha 12 anos e desde então, não conseguiu mais largar.

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