was successfully added to your cart.

Distopias, universos paralelos, viagens no tempo e tudo o que a gente ama na ficção científica com uma pitada de alucinação

  • Computer Chess (2013)

Dirigido por: Andrew Bujalski | Trailer

Screen-Shot-2013-07-24-at-10.43.26-AM

Computer Chess faz parte do movimento artístico de cinema norte-americano Mumblecore: filmes independentes de baixo orçamento, extremamente simples, gravados com câmeras caseiras, atores não-profissionais e sem roteiro para os diálogos. O diretor Andrew Bujalski foi pioneiro no movimento, com o filme Funny Ha Ha em 2002. Em Computer Chess ele choca o universo do Mumblecore com o da ficção científica e da comédia.

O longa-metragem se passa em 1980 (um tipo de ficção científica do passado) e foi filmado em preto e branco com tecnologia da época, dando à imagem um efeito de “TV a cabo”. A maioria das cenas se passa dentro de um quarto, onde um grupo de cientistas e programadores tentam criar um computador que vença o ser humano em um jogo de xadrez. Conforme vão alcançando seus objetivos, percebem que estão lidando com uma tecnologia muito perigosa e completamente nova: a Inteligência Artificial.

 

  • Primer (2004)

Dirigido por: Shane Carruth | Trailer

17itxfwwgqv3kjpg

Mais um exemplo de Mumblecore, o orçamento de Primer foi de apenas U$7.000,00. O filme – que tenta se aproximar ao máximo da realidade científica, fornecendo muitos dados, teorias e termos reais – conta a história de dois engenheiros que acidentalmente descobrem a viagem para o futuro. O diretor, Shane Carruth, é graduado em matemática e não economizou nos termos técnicos. Além de dirigir, ele também é o personagem principal, produtor, editor e compositor da trilha sonora.

Quando os engenheiros realizam a viagem no tempo, qualquer ação que mude o passado ou o futuro alteram a ordem do presente e criam uma realidade paralela. Primer possui nove linhas temporais, que mudam constantemente sem nenhum aviso prévio. É um daqueles filmes que não deveria fazer sentido algum, mas, de alguma maneira, faz todo o sentido do mundo. O filme pode ser assistido online, com legendas em português aqui.

 

  • Christmas on Mars (2008)

Dirigido por: Wayne Coyne | Trailer

The-Flaming-Lips-002

Cinema e música já se uniram algumas vezes: The Wall e Pink Floyd, Purple Rain e Prince, Song Remains the Same e Led Zeppelin… Mas nenhum desses exemplos consegue ser tão esquisito de uma maneira tão boa como Christmas on Mars e The Flaming Lips. Wayne Coyne, vocalista e guitarrista da banda, conseguiu levar o experimentalismo lisérgico de suas músicas para o cinema. O enredo é engraçado: o primeiro bebê de uma colônia humana no planeta Marte irá nascer e, junto com a sua vinda ao mundo, será comemorado o primeiro natal dos colonizadores. Mas o que realmente importa no filme, são as imagens, texturas, cores e a loucura que prevalece em quase todas as cenas.

O longa foi filmado no quintal de Wayne e todos os atores são amigos: Fred Armisen, comediante do Saturday Night Live, Adam Goldberg, também comediante, Isaac Brock, da banda Modest Mouse e Steven Drozd, baterista do The Flaming Lips, cujo personagem (Major Syrtis) tem o mesmo nome de uma região montanhosa no sul de Marte.

 

  • Another Earth (2011)

Dirigido por: Mike Cahill | Trailer

AE_moon

Another Earth é um filme de ficção científica extremamente contemplativo. Nele, Rhoda (interpretada por Brit Marling) é uma jovem cientista que acabou de ser aceita em um grupo de pesquisa do MIT. Ao receber a notícia, resolve comemorar e acaba exagerando. Quando está dirigindo de volta para casa, sintoniza uma rádio de notícias que informa o aparecimento repentino de um segundo planeta Terra, visível em nosso céu. Rhoda desvia a atenção do trânsito para procurar o novo planeta e choca seu carro contra o de uma família, causando um acidente trágico. Depois de alguns anos, a cientista continua se sentindo extremamente culpada e passa a questionar as várias probabilidades da vida: “e se eu tivesse sintonizado outra rádio? E se eu tivesse bebido menos? E se aquele carro passasse 20 segundos depois?”. Todos esses “e se?” evoluem até alcançarem o questionamento maior “e se a vida na Terra nunca tivesse se desenvolvido?”.

Durante o filme, descobre-se que o segundo planeta não é considerado independente, mas sim uma versão da Terra em um universo paralelo, onde existem pessoas iguais a do planeta original, que vivem outra realidade. Além de fornecer ao longa um cenário maravilhoso, o segundo planeta nos faz pensar sobre o significado e arbitrariedade da vida.

 

  • Antiviral (2012)

Dirigido por: Brandon Cronenberg | Trailer

ANTIVIRAL_review_1

 

Com algumas cenas bem viscerais e muitas ideias, Antiviral é uma distopia físico-futurista que considera o corpo humano um mero mecanismo sob controle das grandes corporações. Nessa distopia a obsessão pelas celebridades chegou a um nível extremo: para se sentirem mais próximas de seus ídolos, pessoas gastam muito dinheiro em uma clínica que injeta vários tipos de vírus já contraídos por famosos, uma experiência que, segundo o inventor do método, cria um vínculo permanente entre fã e ídolo. Muitas agulhas e as cenas de alucinação dos personagens são a cereja do bolo e dão um toque de horror a trama.

Sobre Antimateria

A Antimatéria é um site criado e mantido por quem ama ficção científica e adora falar sobre isso.

Deixe seu comentário